NÃO É AINDA O MAR - MURAIS E CAIS DE GAIACuradoria de Óscar Faria

Fernando Brito, Rigo23, Soil Collective, Von Calhau!

Exposição, Fora de Portas
27 Set – 27 Nov 2018

Inauguração/opening
Quinta-feira, 27 Setembro 2018, 14:00

Entrada gratuita
Convent Corpus Christi, Vila Nova de Gaia

Como se as vagas fossem cavalos

 

"Como se as vagas fossem de cavalos" “Não é ainda o mar” é o título da exposição colectiva organizada pelo Sismógrafo e com curadoria de Óscar Faria, que decorre, de 27 de Setembro a 11 de Novembro de 2018, em diferentes espaços de Vila Nova de Gaia, sobretudo no centro histórico, com uma extensão ao Centro Interpretativo do Património da Afurada. A mostra, centrada no tema da água, está integrada no festival cultural “Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo”.

O título da exposição apropria-se do início de um curto poema escrito por Eugénio de Andrade e publicado no livro "Escrita da Terra" (1983):

“Não é ainda o mar mas só cavalos
brancos na tarde branca de cavalos
como se as vagas fossem de cavalos.”

A mostra reúne um conjunto de obras que podem ser interpretadas como declinações dessa imagem poética, traduzindo-se assim esse momento antes de um fim, no qual tudo pode ainda acontecer. O percurso expositivo desenvolve-se paralelamente ao rio Douro, propondo-se dessa forma a descoberta não só de espaços onde a presença da água se faz sentir, mas também de trabalhos que procuram revelar os estados líquidos nossa existência: do choro à chuva, passando pelas preocupações ambientais, nomeadamente a poluição dos rios e oceanos.  

Murais de Rigo 23, Fernando Brito e Von Calhau!, intervenções no espaço público pelo Soil Collective e pelo músico Polido, ocupações de velhos armazéns de vinho do Porto, com peças de Renato Ferrão e Haarvöl, uma série inédita de oito fotografias de Augusto Alves da Silva, um painel com 48 pinturas de Pedro Calapez, e "Roda", o último projecto de Pedro Morais, são algumas das propostas a descobrir no trajecto desenhado. O diálogo entre criações de diferentes épocas, nomeadamente na Casa-Museu Teixeira Lopes, e o confronto da arte actual com a tradição piscatória, no Centro Interpretativo do Património da Afurada, constituem outras das linhas de trabalho desenvolvidas no âmbito desta iniciativa.  

Com uma vasta experiência na área do muralismo, Rigo 23 propõe, nos próximos dias, um workshop destinado a artistas que desejem acompanhar o processo de realização da sua nova obra no centro histórico da cidade. Nos dias do festival, estão previstas várias visitas guiadas que serão realizadas quer pelo curador, quer por alguns dos artistas participantes na exposição: Rigo 23, Emídio Agra, Clara Batalha, Hernâni Reis Baptista, Fernando Brito, Pedro Calapez, Von Calhau!, Sara Rodrigues/ Rodrigo B. Camacho, Isabel Carvalho, Rosa Carvalho, Luís Paulo Costa, Soil Collective, Gil Heitor Cortesão, Renato Ferrão, João Polido Gomes, Haarvöl, Pedro Huet, João Jacinto, André Maranha/ Tomás Maia, Edgar Massul, Pedro Morais, Fernando José Pereira, Francisco Pinheiro, Vítor Pomar,  João Queiroz, Sebastião Resende, Rita Senra, Augusto Alves da Silva, Thierry Simões, António de Sousa, Nuno Barroso/ Veronika Spierenburg, João Pedro Trindade, Francisco Tropa e Rui Manuel Vieira.  

A estes artistas somam-se as obras de uma série de pintores que viveram na transição do século XIX para o século XX, como António Carneiro, Cândido da Cunha, Leopoldo Gutuzzo, E. Leroy, Acácio Lino, José Malhoa, Marques de Oliveira e Júlio Ramos, presentes sobretudo no núcleo da Casa-Museu Teixeira Lopes.  

Folha de sala