Curadoria de Carolina Fangueiro + Letícia Costelha
João Eurico,
Leonor Talefe,
Marcelo Reis,
Náhir Capêlo
Exposição
28 Mar – 16 Mai 2026
Inauguração
28 março 2026
17:00–20:00
João Eurico, Leonor Talefe, Marcelo Reis, Náhir Capêlo
Escorregámos até aqui. O caminho desvia-se e a realidade foge a cada passo. As coisas vão aparecendo no escuro, fundem-se, revelam-se, voltam a desaparecer. O ruído torna-se imagem e luz, o tempo desenha-se na pedra. Símbolos antigos juntam-se a artefactos do agora, o abrigo acolhe-nos para que imaginemos nestas imagens novas possibilidades. Aqui o tempo é diferente, não é possível possuí-lo, não tem preço nem dono. A dúvida faz-nos ficar, sem medo de não compreender e com a confiança de que teremos as respostas de que precisamos. Vamos imaginá-las, e vão ser verdade. Apesar disso, a gruta recebe-nos e pede-nos para ficar, para que estejamos calmamente aqui, em conjunto.
Terreno escorregadio é uma exposição coletiva de quatro artistas jovens do Porto, com práticas que cruzam o limiar do real através das imagens, para pensar outros tempos e possibilidades inexploradas, lembrando-nos que o caminho para a mudança requer que, primeiro, a consigamos imaginar.
Leonor Talefe explora, através da sua prática artística, questões relacionadas com o espaço que partilhamos e como nos relacionamos uns com os outros. Trabalhar em conjunto, aprender em conjunto, criar um espaço que seja comum, entre nós e o que nos rodeia. Utiliza o processo criativo e as experiências partilhadas como parte do próprio trabalho, recorrendo a arquivos, objetos e imagens familiares e da memória coletiva, com base em imagens da vida quotidiana e da rotina diária, de forma a procurar aproximar-se do que poderá ser esse espaço partilhado.
João Eurico é artista nascido e a viver no Porto, com formação em fotografia, movido por um interesse primitivo na imagem enquanto linguagem. O seu trabalho cruza vários temas e ideias que vão do acaso ao simbolismo e à cultura pop, explorando estados de consciência e a maneira como os humanos se relacionam entre si, com a tecnologia e com o planeta. Usa principalmente colagens, desenhos e pinturas enquanto espaço de projeção, mediação e distorção da experiência humana. A sua prática não procura respostas fixas, mas antes abrir possibilidades, aceitar contradições e acompanhar a complexidade das coisas — humanas e não humanas.
Marcelo Reis é músico e artista plástico. Licenciado em Cinema e Audiovisual pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. A mensagem resultante é apresentada em formatos como instalação, som e imagem impressa.
Náhir Capêlo (1994) Vive e trabalha no Porto. Frequentou o curso de Artes Visuais e Fotografia da Escola Superior Artística do Porto (2015-2018) e, em 2021, concluiu o Mestrado em Artes Plásticas - Intermédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A sua prática abrange a instalação, o vídeo, a fotografia e o som, frequentemente relacionando temas como tempo, natureza e crítica cultural. O seu trabalho desenvolve-se a partir da observação dos lentos e quase imperceptíveis processos de transformação da matéria, compreendendo a natureza como um conceito híbrido e instável.
Exposição
28 Mar – 16 Mai 2026
Inauguração
28 março 2026
17:00–20:00