2016, 03.24 quinta/thursday 22:00 / Outrem (poesia sonora),
Alfredo Costa Monteiro

Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro
Outrem (poesia sonora), <br>Alfredo Costa Monteiro

Alfredo Costa Monteiro regressa ao Sismógrafo um ano após a noite memorável onde apresentou ao vivo vários textos da sua poesia sonora nas quais a palavra se torna som em busca de novos sentidos. Desta vez, traz uma nova peça de poesia sonora expandida que fará uso de todo o espaço do Sismógrafo e misturará voz em directo, voz gravada e vídeo. “Outrem” fala de uma fratura interior, de um espaço impossível que foi dividido por não poder ser simultâneo: a consciência de si apresenta-se como fragmentada, sem centro. Assim, um vídeo que não mostra o que diz e uma voz que não diz o que vê, mas que se confudem em dois “aqui” para um só “agora”. Neste jogo de representação desconexa, o texto é construído com elementos aliterativos e combinações semânticas numa lengalenga que faz perder a noção do real e que convida a uma experiência intimamente singular: a de absorver o ouvinte e levá-lo a um espaço de contemplação interior para perseguir e desarticular o ego, até este desaparecer.

Alfredo Costa Monteiro nasceu em 1962 no Porto mas cedo se mudou para França onde estudou escultura em Paris. Vive e trabalha em Barcelona desde 1992 focando-se na música improvisada, poesia visual e sonora e instalações. Musicalmente trabalha com o acordeão, gira-discos, electrónica, guitarra e objectos ressonantes para criar peças que alternam entre o silêncio e o ruído mais áspero sempre com atenção detalhada para a textura, dinâmica e tensão. As suas criações sonoras, quer compostas quer improvisadas, tendem a partilhar processos instáveis, materiais e gestos em bruto e restrições conceptuais. Com vários discos editados em editoras de todo o mundo, além do trabalho a solo colabora frequentemente com outros músicos e faz parte de vários grupos de improvisação, nomeadamente Cremaster (com Ferran Fages), 300 Basses (com Jonas Kocher e Luca Venitucci) e Atólon (com Ruth Barberán e Ferran Fages). Tem ainda vindo a apresentar instalações sonoras em museus e galerias pela Europa. No campo da poesia já viu o seu trabalho editado em Espanha e França, como é exemplo a caixa “Anima” (editada este mês pela Lenke Lente Editions) que contém poemas em diferentes línguas acompanhado por um CD com leituras da mesma.

Alfredo Costa Monteiro returns to Sismógrafo one year after a memorable performance where he presented readings of his own sound poetry in which the word becomes sound in search for other meanings. This time, Monteiro will present a new expanded sound poetry piece that will use all Sismografo’s rooms and mix live and recorded voice and video. “Outrem” speaks of an internal fracture, of an impossible space which was divided as it could not be simultaneous: the conscience of itself presents itself as fragmented, without a center. Thus, a video which does not show what it says and a voice which does not say what it sees mixes two “heres” in one “now”. In this game of disconnected representation, the text is built with alliterative elements and semantic combinations in a rigmarole which induces a loss of real and invites to an intimately singular experience: to absorb the listener and take him to a space of inner contemplation in order to chase and disarticulate the ego until it vanishes.

Alfredo Costa Monteiro was born in Porto in 1962 but soon moved to France where he studies sculpture in Paris. He lives and works in Barcelona where he settled in 1992, working on improvised music, visual and sound poetry and installations. Musically, he uses the accordion, turntable, electronics, guitar and resonant objects to create pieces that alternate between silence and harsh noise always paying detailed attention to texture, dynamics and tension. His sound pieces, whether composed or improvised, tend to share unstable processes, raw materials and gestures and conceptual constrictions. He has published records in labels all over the world both as a solo artist or in collaboration with other musicians. He is also part of some improvised music groups, such as Cremaster (w/ Ferran Fages), 300 Basses (w/ Jonas Kocher and Luca Venitucci) and Atólon (w7 Ruth Barberán and Ferran Fages). Monteiro has also presented sound and visual instalations in museums and galleries throughout Europe. In the poetry field his work has been published in Spain and France. A recent edition, “Anima”, published this month by Lenke Lente Editions contais poems in Portuguese, Spanish and French and is accompanied by a CD with readings of the same poems.

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Entrada/Admission: €3

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Poesia sonora, Alfredo Costa Monteiro