2014, 07.18 – 08.08 / Olhar Raso, Luís Espinheira

Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira
Olhar Raso, Luís Espinheira

Com "Olhar Raso", de Luís Espinheira (Foz do Sousa, 1979), o Sismógrafo deu continuidade ao seu programa de exposições. A mostra incluiu a instalação Levantamento geral, formada por 23 imagens provenientes do arquivo do artista, um significativo conjunto de fotografias da série que dá título à mostra e o díptico So far, so good.

A exposição "Olhar Raso" revelou uma vez mais aquela que tem sido a principal linha de trabalho de Luís Espinheira: o levantamento de instantes, geografias e constelações através de imagens fotográficas. No sismógrafo foi evidente essa investigação não só na instalação Levantamento geral, onde se percebe o quanto o registo da natureza e dos seus fenómenos fazem parte do quotidiano do artista, mas também na série Olhar raso, que nos revela a desertificação de um mundo e o quanto há de belo e de terrível nesta época de secas e dilúvios.

É esse olhar raso, rente à matéria, seja ela a terra que se fende ou as estrelas que designam o nosso destino, que pode ser experimentado no Sismógrafo. Uma instalação que tem como ponto de partida esse atlas de pequenas imagem (10 x 8 cm), apontamentos de algo por vir, ainda em processo, mas que definem desde já essa atenção à impermanência das vidas e das paisagens – as fotografias são apresentadas sobre secções de um barrote, reforçando-se assim a ideia de uma natureza em permanente metamorfose –, e existe também essa tentativa de esgotamento de um lugar esquecido, do qual já se extraíram minérios e onde também proliferou a força laboral.

With "Olhar Raso" [Shallow Look] by Luis Espinheira (Foz do Sousa, 1979), Sismógrafo continued its program of exhibitions. The show included the installation Levantamento Geral [General Survey], consisting of 23 images from the artist's archive, a significant number of photographs from the series that gives title to the exhibition, and the diptych So far, so good.

The exhibition "Olhar Raso" disclosed again that which has been the main line of Espinheira's work: the mapping of moments, geographies and constellations through photographic images. At Sismógrafo this research was evident not only in the installation Levantamento Geral, where we realize how much the record of nature and its phenomena are part of the artists' everyday life, but also in the Olhar Raso series, which reveals the desertification of a world and how beautiful and terrible this season of droughts and floods is.

It was that shallow look, close to the matter, be it a land that cleaves or the stars that point out our destiny, which could be experienced in Sismógrafo. An installation, that has as its starting point this atlas of small images (10 x 8 cm), notes of something to come, still in process, but already defining this attention to the impermanence of lives and landscapes – pictures are displayed on sections of a beam, thus reinforcing the idea of a nature in permanent metamorphosis –, and there is also this attempt of exhaustion of a forgotten place, from which ore has already been extracted and in which the force of labour also proliferated.

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